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Sobre eu não gostar de pessoas e outros contos da carochinha

Estava em no Pinterest procurando inspiração para escrever e me apareceu um challenge de 30 dias, ainda não sei se vou fazer todos, mas um dos pontos me chamou atenção e é sobre ele que vou escrever.

Quando você é integrante do INFJ, ou seja, uma introvertida é bem fácil criarem a narrativa que querem sobre você. Quando você está em uma posição onde, apesar de não ser introvertida, não pode se defender também é péssimo. (Meghan quem nos diga). Não é a primeira vez que eu escrevo sobre como é fácil criar uma narrativa sobre alguém e ela ser uma grande e completa mentira.

O difícil é convencer quem ouve essa história inventada a te escutar. Sério, extremamente complicado. O ser humano não gosta de se aprofundar no que contam a ela, é mais fácil pegar a primeira coisa que ouviu e criar um certo pré conceito da pessoa e seguir a própria vida com aquilo. Existem muitos motivos pra isso, não vou entrar nesse mérito.

A medida que o tempo passa fica cada vez mais difícil ouvir histórias e histórias, viver situações criando problemas pra você por conta desse tipo de narrativa.

Ao longo dos meus 21 anos eu já ouvi boas histórias, que eu não gostava de pessoas, que eu era arisca, que eu não tinha empatia ou pouco me importava com as pessoas; que eu era interesseira, falsa, metida (ah ouço muito!), que eu sou uma pessoa fria e outras coisas que nem valem a pena serem listadas. E tudo isso seria solucionado se as pessoas simplesmente viessem até mim para me escutar, tá na hora de aceitar quem eu sou porque é a única pessoa que eu sei ser.

Palavras não importam, ações importam.

E é justamente isso que quebra – para aqueles atentos e minimamente no uso de sua razão – esses contos da carochinha. O nosso caráter sempre vai se sobressair, seja de forma positiva ou negativa. A gente pode falar que somos muito bons, que somos isso e aquilo e nos exaltarmos, mas se nosso caráter não condizer com aquilo, bye bye historinha. E vice-versa.

Se você prestar atenção, é fácil entender quando caráter e palavras não andam juntas. Não é um truque, ou grandes estudos, ou ver só coisas ruins ou boas nas pessoas. É prático, é visível. Comportamento é observável, o problema é observarem.

Tem gente como Taylor Swift que se apropria das narrativas negativas que fizeram dela e ainda ganha dinheiro em cima dos bullies, se você for famoso, eu indico essa porque parece ser divertido. Agora se você é um mero mortal, eu indico que você se aproprie de quem você é de verdade e não esqueça disso nunca. É um esforço que pode parecer desgastante (e é muito), pode parecer uma guerra que você nem deveria tentar lutar, e talvez seja melhor não entrar no campo de batalha. Mas tome posse de quem você é. Sempre esteja evoluindo, seja uma pessoa boa e que suas atitudes revelem isso, não porque você precisa provar um pontonunca tente provar quem você émas porque essa é a sua essência. Seja verdadeiro, aja com verdade, fale com verdade, viva com verdade e o que é mentira vai ruindo.

Qual é o conto da carochinha que já ouviu sobre você?


Qualquer que sejam as coisas com as quais nos identificamos, com as quais lidamos… inseguranças. Desenhe sua própria caixa e seja exatamente quem você é. Você se apresenta como quem você é. Você cria a identidade que deseja para si mesmo.

Duquesa Meghan (Markle) no falecido The Tig

7 Comentários

  • Bianca

    Verdade, todo mundo cria um pré conceito sobre a gente, acho que nem precisa ser introvertida pra isso. Eu já ouvi bastante coisa sobre mim, desde coisas relacionadas à minha cara fechada até sobre coisas relacionadas com a minha profissão e sobre como eu deveria agir em determinadas situações…
    Adorei a sua reflexão, super necessária, você é a primeira pessoa que eu vejo falando disso!!!

  • Michelle Russo

    Olá, adorei o texto, sincero e muito bem escrito, me identifiquei sobre ouvir das pessoas que sou fria e blá blá blá, as vezes passo por isso no meio em que convivo infelizmente nem todo mundo está disposto a entender o outro, enfim, beijos!

    • Kleberson

      Olá.
      Gostei da parte que falas: “O nosso caráter sempre vai se sobressair…”

      É um assunto bem complexo para se relatar, e você deixou bem claro nas palavras desta pastagem.

      Sucessos,
      Abcs,
      Kleberson.

  • Clayci Oliveira

    Compartilhando essa publicação com o mundo.
    Eu já ouvi muitas coisas a meu respeito, mas a principal delas é de que sou acomodada. Logo eu, a louca que sempre trabalhou e trocou de emprego como estivesse trocando de roupa. Não, eu não recomendo ficar trocando de emprego, mas aprendi desde cedo que quando eu não me sentir bem em algum lugar, não vou esperar as pessoas perceberem ou tomar alguma iniciativa.. eu mesma saio.
    Sua publicação é muito real! As pessoas não sabem observar e absorvem apenas o que interessa a elas. Não se preocupam em ir atrás, conhecer a história real, acompanhar as fases.. PRA QUE? Cinco minutos olhando para sua cara é suficiente para definir sua personalidade e apontar seus defeitos.
    TRISTE FIM

  • Ana Luz

    Olá!

    Adorei seu texto. Super reflexivo, coerente e bem escrito. Infelizmente as pessoas só “pegam” e se “apegam” ao que l3hes interessa, não todos, claro, mas a maioria, infelizmente.

    Beijo.

  • Renata Cezimbra (Lady Trotsky)

    Oi Ana Gabriela, como está?
    Um excelente e inspirador texto que me deu a vontade de escrever algo acerca disso porque eu ando precisando mesmo desabafar algumas coisas dentro de mim que há tempos vem me incomodando, mas não mostro por falta de boa vontade minha mesmo, até porque não me considero uma excelente cronista da vida real.
    Mas olha, Ana, tu disse muita coisa que há tempos anda dentro de mim, sério. Já pensou em publicar um livro?
    Abraços e beijos, Lady Trotsky…
    http://osvampirosportenhos.blogspot.com

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