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Resenha | Sob a Luz da Escuridão & Entre a Luz e a Escuridão – Ana Beatriz Brandão

Resenha de Sob a Luz da Escuridão foi originalmente postada aqui, mas resolvi trazer pro blog 😉

[…] As pessoas matavam por nada e brigavam por tudo. O planeta tinha sido tomado pelo caos.

P. 20


Sob A Luz da Escuridão traz a história de Lollipop, ela e Jazz vivem em um mundo pós apocalíptico (depois da 3ª e 4ª guerra mundial) em que existem os metacromos, que possuem habilidades especiais e alguns são levados pra um Instituto onde são feitos de rato de laboratório. Lolli e Jazz são resgatadas de lá e ficam no “clã” de Chris, o problema é que no processo de pesquisa do Instituto suas memórias são apagadas.⠀

Elas tentam sobreviver no que restou do mundo – Chris treina Lolli para ser uma espécie de guerreira – e procuram saber do próprio passado. Numa dessas tentativas de fugir mais uma vez do Instituto, elas esbarram no vampiro Evan, líder de uma das mais poderosas áreas e esse encontro tem respostas tanto pra Lolli quanto Evan.⠀

O mundo não está a salvo dos humanos.

P. 32



A história é bem fluida, a escrita da Ana é cativante, apesar de eu ter tido problema com alguns dos diálogos, às vezes não se encaixam bem na personalidade do personagem. O livro é uma ótima introdução ao que vai acontecer em seguida e o final é um cliffhanger que me deu vontade de esganar a Ana (mas pelo menos ninguém morreu, quer dizer…). Já tô prevendo que vai dar TRETA.⠀
⠀⠀

Os covardes morrem várias vezes antes da morte, mas o corajoso experimenta a morte apenas uma vez.

Pag 163


O livro tem algumas reviravoltas e o Evan é muito espirituoso, pra dizer o mínimo haha. Nesse universo, vampiros não são mitológicos, eles eram humanos que sofreram mutação, precisam de sangue pra sobreviver e tem imortalidade – só pra vocês entenderem a diferença.  Lolli foi uma personagem complicada pra mim. Não odiei, mas também não foi gostei muito. Jazz e Sam são secundários maravilhosos e dão um climinha de romance chove não molha engraçado pro livro (também dá vontade de bater na cabeça de ambos pra ver se eles param). Evan e Lolli tem um relacionamento de décadas/séculos (sem exagero, eles vivem pra caraca) e a dinâmica deles é… interessante rsrs.⠀

No todo, eu gostei bastante da história e participar da leitura coletiva foi MUITO legal, a Ana sempre tava lá no grupo rindo da nossa desgraça enquanto liamos hahahaha. No aguardo do segundo livro porque espero conhecer mais dos personagem principais de forma mais individual, fora dos romances e focando nas suas habilidades e personalidades.

ENTRE A LUZ E A ESCURIDÃO

Participei de novo da leitura coletiva e aqui estão minhas opiniões sobre o segundo livro.

Esse é o segundo livro da trilogia da Ana Beatriz Brandão vampiresca. Lollipop assumiu a liderança da área 4, e ela é uma líder exigente e severa. Ela conseguiu dominar mais áreas e o clã está poderosíssimo, meu amor!

Depois dos eventos do último livro, Lolli, Sam e Jazz conseguiram um aliado novo que ajudou Lolli na liderança da área. E agora eles querem um contêiner gigante que é enviado pelo Instituto, só que dá ruim, como só Ana Beatriz poderia fazer dar.

Isso traz duas novas personagens pra nossa história, Cellestia e Alana. As duas estão presas no Instituto e trabalham numa espécie de boate/prostíbulo que tem lá. Alana ainda consegue evitar algumas das coisas, mas Cellestia é usada e alterada em vários níveis, esquecendo até quem ela é.

Cellestia é rebelde, animada e confiante mesmo na situação em que está. Ela recebe ordens de uma voz desconhecida e as segue sem pestanejar, e olha que de vez em quando a tal voz manda ela matar hein. A missão de Cellestia é conseguir dinheiro para o Instituto e isso tudo é o que a mantém viva. Ou o mais próximo disso possível.

Vou confessar que esse segundo volume não me conquistou tanto quanto o primeiro. Senti a narrativa mais lenta e Cellestia não foi uma protagonista que me cativou rs. Fora que eu tenho grandes problemas com o afastamento de personagens que amo em algum livro de continuações (cof Edward em Lua Nova cof). Esses pontos dificultaram um pouco meu envolvimento com a Entre A Luz e a Escuridão. Alana pra mim foi uma personagem mais interessante, e eu queria ter conhecido um pouco mais dela.

Conte uma história várias vezes, até que ela se torne verdade aos ouvidos dos outros (…) Conhecimento é poder, e não existe forma melhor de manter o domínio sobre um povo do que deixá-lo sem acesso a informação.

p. 139

Senti que algum dos pontos abertos na primeira parte foram deixados de lado nesse e espero que no terceiro livro volte das cinzas. O livro continua sendo narrado na primeira pessoa intercalando pontos de vista.

O final me surpreendeu, foi um gancho bem interessante pro último livro e eu espero que seja bem trabalhado porque pra resolver esse rolo vai dar trabalho haha. Apesar de não ter sido uma continuação que eu tenha amado (e eu sou uma garota de livros únicos, então é difícil mesmo continuações me agradarem), trouxe novas nuances pra história e pra escrita da Ana.

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