Resenha | Como Sobreviver a Realeza – Rachel Hawkins

Como Sobreviver a Realeza conta a história de Daisy, ela é uma jovem normal que mora na Flórida com seus pais. Daisy tem uma irmã chama Eleanor/Ellie que foi estudar no Reino Unido, mas além da educação britânica, ela ainda saiu com um casamento com o futuro Rei da Escócia.

Daisy evita tudo que cerca essa nova vida de Ellie e a irmã parece querer separar BEM as duas vidas. Só que um incidente que inclui o ex chato da Daisy, uma briga no estacionamento do trabalho dela e paparazzi faz com que Daisy seja levada pra Escócia numa tentativa de abaixar os ânimos da imprensa.

Mas essa viagem promete ainda mais confusão.

Olha, vou jogar a real pra vocês, a Realeza da vida real acabou com a minha vontade de ler livros sobre isso. Principalmente porque na maioria deles a realeza, príncipes e rainhas são pessoas incríveis e mal compreendidas e os palácios são locais mágicos e felizes e pela experiência de ser fã de Meghan Markle eu sei que isso não poderia ser uma mentira maior.

Fora que eu fiquei insuportável pelo conhecimento que obtive quando Meghan virou Duquesa. E sim, eu reparei vários nesse livro… A pesquisa sobre monarquia falha em inúmeros pontos, não existe rei da Escócia, muito menos rainha e meu Deus, nem vou começar a comentar sobre os erros quanto a Estilo (ex.: Sua Alteza Real).

Mas Como Sobreviver a Realeza mostra algumas coisas importantes aqui sobre a realidade dessa palhaçada de Reis e Rainhas. Eu tenho por mim que esse livro é livremente inspirado na história do Harry e da Meghan. Uma americana vai pro Reino Unido e acaba casando com uma príncipe. Mas tem mais similaridades.

Ellie e Daisy passam por diversas situações de xenofobia na história, principalmente vindas da PRÓPRIA família real. A rainha aqui é incrivelmente certeira. Fria, que coloca o dever acima da família.

Então — ela diz, a boca se curvando para pronunciar a palavra — você é a mais recente invasora americana? Que infelicidade.

— Sou! — digo alegremente. — Vim aqui jogar todo seu chá no mar e casar com todos os seus príncipes.

Vazamentos sobre os membros da realeza vindo do próprio palácio. Isso acontece muito. Principalmente se você precisa elevar a popularidade e abafar escândalos de membros que fazem pouco ou nada, mas ainda sim, são futuros rei e rainha consorte rs.

Acertaram também ao mostrar que na realidade, ninguém é leal a família nesses casos. Cada um que lute por si, e você tem que torcer pro seu esposo escolher sua companheira acima do dever Real.

Então, apesar de ficar irritada com os erros de pesquisa, essa parte me deixou satisfeita. Porque é isso mesmo, tudo é um jogo com a imprensa pra deixar todo mundo bem na fita – quer dizer, menos quem é conveniente sair prejudicado.

Foi um dos valetes de Seb, que trabalhou durante anos no palácio. Eles se livraram do cara, óbvio. De qualquer forma, de verdade, eu sinto muito — Miles diz de novo. — Fui um babaca sem perdão nessa história toda, especialmente quando a ligação veio de dentro da casa, como aconteceu.

Daisy é uma narradora maravilhosa, ela realmente não quer saber disso da Realeza, mas é jogada nesse mundo por conta da irmã. Eleanor não me agradou em boa parte do livro, mas no final ela se recupera e eu espero que no segundo volume, eu veja mais dela sendo uma pessoa legal. Miles também é incrível, mesmo sendo todo babaca de início 😂. 

Eu senti falta do desenvolvimento dos relacionamentos e das situações e claro, dos próprios personagens. Tudo é tratado de forma superficial. A gente vê bastante da Daisy, mas o resto sempre acaba sendo pulado e seguido por mais uma situação bizarra que tem que ser controlada. Então, faltou sim trabalhar mais a história e os personagens deixando ela mais completa. 

A leitura é bem fluída e leve. É divertida. Digna de filme. O segundo volume se chama Her Royal Highness (eu espero que finalmente a Daisy pare de perguntar sobre como se dirigir aos duques e duquesas) e a Globo Alt vai lançar em breve aqui.

E ela se apaixonou mesmo. Mas não tenho certeza se o pai de Sherbet superou. Ele queria muito aquela coroa. Eu franzo o nariz. — Então ele ficou mais chateado por não ser príncipe do que por não se casar com a mulher que amava?

Amor não faz parte dos casamentos reais.

Ana Gabriela

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