Para a solidão


Para cada lágrima, uma palavra.

Para cada rejeição, um grito de merecer mais.

Para cada solidão, um novo poema pra deixar ir o que mal me faz.

Para cada insulto vestido de preocupação, um basta, chega, não dá mais.

Todo dia me descubro e ao me descobri incomodo quem tenta ditar quem sou. Quem acha que sabe mais de mim do que eu mesma. De quem tem suas concepções formadas sobre mim e levam como verdade. Ao me descobrir, afasto quem não compreende quem eu estou me tornando.

Cada vez mais só, cada vez mais eu.

Que durante o choro eu aprenda a me bastar. A não precisar de certas compreensões, atenções e convites. Que a solidão não doa mais e se torne solitude.

Que exista glória e não dor em estar sozinha.

Que eu esteja e não seja.

Para cada lágrima tornar palavra.

Para rejeição tornar grito de mereço mais.

E pra solidão tornar poema.

PS: quando eu escrevi esse texto eu não conhecia a música Solitude, mas ela encaixa feito uma luva.

Ana Gabriela

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