Meghan

Os 38 de Meghan #ForcesForChange

É difícil colocar em palavras a minha admiração por Meghan Markle. Nessa edição da Vogue Britânica, Meghan foi editora convidada e ao invés de estar na capa, resolveu dar o espaço para quinze mulheres fortes que de alguma forma estão mudando o mundo. E no dia do seu aniversário, eu dou mais um espaço para ela aqui no blog.

Acompanho Meghan desde Suits, mas sinceramente, não sabia quem ela era como pessoa, até o noivado com o Harry. Desde então fico cada vez mais inspirada por quem Meghan é.

Ela desde muito nova entendeu que se existe alguma coisa errada sendo feita, ela pode ser a pessoa a promover mudança. Com onze anos, ela decidiu enviar uma carta para a produtora de um comercial de sabão de tom machista e essa propaganda foi alterada. Aos 13, começou a ser voluntária em um sopão para moradores de rua.

Nessa mesma época também entendeu que quando se tratava de sua identidade racial, precisaria desenhar sua própria caixa. Era clara demais para ser negra e escura demais para ser branca. Meghan se identifica como os dois: negra por parte de Mãe (Doria) e branca por parte de pai. Ela é uma mulher birracial, forte, ousada e independente, que sempre usou sua plataforma – fosse qual tivesse – para causar mudança.

fonte: duchessmegs tumblr
“Meghan não é negra. Ela não deveria ter sido colocada nessa lista.” Minha mãe e eu certamente discordamos.

Ela é falada pelos tablóides como difícil, odiada pela família real, mandona, que faz a duquesa x chorar, que deveria aprender seu lugar e que ela mudou o Harry. Nenhuma dessas coisas é verdade, e é fácil sabe isso conhecendo a índole da Meghan. Conhecendo quem ela sempre foi, você entende que isso é papo de “jornalista” racista que não aceita uma mulher selfmade, norte americana e birracial casada com um príncipe da família real britânica.

Meghan em um ano de Duquesa já fez mais do que qualquer um. Já teve dois projetos solo de sucesso e suas patronagens apenas cresce. Ela continua usando sua voz para levantar a bandeira de causas em que ela sempre acreditou. Meghan é uma feminista, e acho que mais incomoda os tablóides é que depois da família real, ela continua sendo uma feminista e deixando isso bem claro. Acharam que a voz dela seria calada, mas na verdade, ela potencializou isso, só que ao invés de falar diretamente, como fazia no The Tig, ela mostra com ações.

Meghan acredita nas mulheres, acredita nas pessoas e acredita que uma ação pode gerar uma cadeia de outras ações que vão gerar mudança e são por essas coisas que eu acredito tanto nela.

Meghan passa por poucas e boas como membro da família real, coisas que provavelmente nem ela imaginou. Simbolo de resiliência – para a minha pessoa – ela continua sendo ela mesma, só que agora ela precisa seguir alguns protocolos (não os que a mídia inventa tá rs), Harry e ela ainda dominam a narrativas de suas próprias vidas. Ela não se vende por conta das críticas infundadas da mídia, ela mostra que eles estão errados se mantendo quem ela sempre foi. Uma mulher espetacular e forte.

Eu falo muito da Meghan, a maioria das pessoas que me conhece de perto sabe o quanto eu gosto dela. Até as minhas figurinhas do WhatsApp são dela. Eu só acho que as pessoas não entendem bem o porquê de eu admirar tanto essa mulher. Em dias muito difíceis, ela sempre surge de algum jeito, seja um vídeo que eu vejo, seja uma aparição que ela faz, uma frase que ela fala e ela própria sendo quem ela é. É muito fácil se identificar com a Meghan. Não com a duquesa dentro de um família monarca, mas a pessoa. Acho que desde que eu comecei a seguir Meghan com meu lado fangirl eu aprendi a ser um pouquinho mais como ela: forte e ousada.

Ageless queen. 38 com carinha de 20. Fonte duchessmegs

É bom ter um exemplo como a Meghan, eu gosto de quem ela é, eu gosto do que ela representa: uma pessoa que não pensa em títulos, mas sim que chega e faz. Eu queria muito ser amiga da Meghan, mas isso não é possível. Ainda rsrs.

Depois desse textão, eu espero que quem visita esse blog entenda que essa persona que inventaram da Meghan por aí é puro racismo e sexismo. Ela não é difícil, ela faz; ela não quebra protocolos – porque a maioria nem existe – ela não é rebelde, ela não é odiada – inclusive ela aumentou a popularidade da família real – ela não mudou o Harry – ele melhorou porque quis melhorar – ela não é ruim, mas ela é alguém que não existia na família real. Ela é alguém que pensavam que não poderia estar na família real. Mas adivinha, ela está e vão ter que aturar ela sim!

No fim do dia, você é o suficiente do jeito que você é.

Eu tenho 33 anos agora e eu sou feliz. E eu digo isso plenamente porque… leva tempo. Leva tempo para ser feliz, para aprender como ser gentil com você mesma. De não apenas escolher essa alegria, mas de senti-la. Vocêprecisa saber que é o suficiente. Esse é um mantra que já está tão enraizado em mim que não tem um dia que eu não o ouço na minha mente. Aqueles 5 quilos a menos não vão te fazer mais feliz, mais maquiagem não vai te fazer mais bonita, aquela conhecida frase de Jerry Maguire – “Você agora me completa” – sinceramente, não é verdade. Você é completa com ou sem um parceiro. Você é o sucificiente sendo você mesma.

Meghan no The Tig quando completou 33 anos

Parabéns para a minha Princesa, a minha força para mudança, Meghan, a Duquesa de Sussex. Que os 38 sejam mais gentis com você.

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