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Resenha | Novembro, 9 – Colleen Hoover

Mais um post de data envolvendo Novembro. Alguém sabe qual é a desse mês? Hahaha. Hoje eu vim trazer a resenha de Novembro, 9 da CoHo (ela é minha autora favorita de todos os tempos). Essa resenha já foi publicada no Bela Psicose, mas considerando que hoje é Nove de Novembro porque não postar aqui né?



Você nunca vai conseguir se encontrar se estiver perdida em outra pessoa.

Página 50

Novembro, 9 conta a história de Fallon, uma jovem de 18 anos que sofreu um acidente envolvendo um incêndio aos 16. Ela ficou com cicatrizes em boa parte do seu corpo e isso a fez perder não só sua carreira como atriz, mas também sua confiança. Ela tem uma relação conturbada com o pai por causa do incêndio. Ela meio que o culpa por toda a situação.

Quando encontrar o amor deve agarrá-lo. Você o agarra com as mãos e faz o possível para não soltar. Não pode simplesmente se afastar e esperar que dure até que esteja preparada.

Página 198

Também conhecemos Ben, o escritor. Um jovem de 18 anos que também possuí algumas cicatrizes que não são visíveis.

Ele está no dia 9 de novembro no mesmo restaurante que Fallon está com seu pai. Ben escuta a conversa que eles tem (que é absurda, diga-se de passagem) e ele entra na vida dela de uma forma inesperadamente linda.

As cicatrizes estão expostas pra você, e você precisa mostrar o respeito que lhe foi mostrado, sem desviar delas.

Página 288

Os dois acabam tendo uma conexão muito forte, o problema? Fallon está de mudança pra Nova York, onde pretende retomar sua carreira. E ela tem um combinado com a mãe: só se apaixonaria aos 23 anos. O por que? Você vai saber quando ler. Haha. Eles acabam entrando em um acordo. Por 5 anos, eles vão se encontrar todo 9 de novembro. Até aí, tudo certo. Um pouco estranho, mas certo. Só que eles não podem ter nenhum tipo de contato durante o ano. Ben tem uma tarefa, escrever um romance sobre a história dos dois.

Novembro, 9 foi o livro que iniciou minha saga de acompanhar os lançamentos da Colleen. Então eu sempre acabo lendo duas vezes (a primeira em inglês, assim que de dá o lançamento e a segunda quando lançam aqui no Brasil). E ela me impressionou nesse, como sempre.

A narrativa é feita na primeira pessoa intercalando o ponto de vista dos personagens principais. Aqui vai bem além do romance, é uma característica da autora colocar alguma situação problematizadora dentro de suas histórias. Envolvendo familiares, depressão, autoestima… enfim. O jeito como Fallon e Ben se encontram é muito especial. Ele a ajuda a ver em si mesma uma confiança que ela havia perdido há muito tempo. E é isso que deve acontecer em relacionamentos (qualquer tipo), quem está ao seu redor tem que te ajudar a enxergar o melhor de você. E claro, precisa te incentivar a sempre ser melhor. Sempre.

Quando você ama uma pessoa, tem o dever de ajudá-la a ser a melhor versão de si mesma.

Página 283 (a continuação desse quote é dolorosa)

A construção das personagens foi excelente, todos tem uma função na história. E o fato de eles se encontrarem apenas uma vez no ano foi essencial pra entender o tipo de amor que estava se desenvolvendo. Eu não sei se acho a Colleen completamente louca ou completamente maravilhosa. Talvez um pouco dos dois.

A escrita dela é gostosa e muito rápida de ser lida. Colleen tem o dom de transformar um romance que tem tudo pra ser clichê numa história grande e com personagens e reviravoltas bem desenvolvidas. E COLOCA REVIRAVOLTA NISSO. Apesar do romance ser instantâneo, as condições onde ele se instala torna a história toda muito mais interessante e cativante. É fácil se identificar com Fallon e Ben. Suas paixões pelas artes <3. Fora que o combinado que a Fallon tem com a mãe (agora que eu tô um pouco mais velha, enquanto edito algumas partes dessa resenha) faz muito sentido. E o Ben entrar nessa com Fallon por ser uma parte importante dela é t u d o!

Sim, você tem cicatrizes. Mas quem vê suas cicatrizes antes de ver você, não te merece (…) A juventude e a beleza passam. A decência humana, não.

Página 341

Já leu algo da Colleen Hoover? Tem favoritos?

2 Comentários

  • Debyh

    Novembro 9 me enganou, por alguns momentos eu pensei que seria um livro sem o excesso de carga emocional que a Colleen sempre tem e não foi. No fim achei o livro mediano, e eu queria muito amar o livro, porque a premissa é muito interessante, mas não rolou tanto pra mim.

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