Mais forte que uma tendência dos anos 90

Já pensou em quantas vezes te cortaram,
Te rejeitaram,
Te excluíram,
Te invisibilizaram
E subestimaram?

E pensou em quantas vezes você se levantou?

Nos lembramos das nossas quedas.
Nos fazem lembrar das nossas falhas.
De quando não fomos o que queriam que fossemos.
Se lembram dos atos de bondade envoltos de intenções que na primeira oportunidade são usados como moeda de troca.

Não que funcione,
Mas tentam.

Te escolhem um personagem e dizem “atue!”
Sem saber se você se disponibiliza a isso.

Não te aceitam,
E quando você não aceita ser quem desejam que seja,
te fazem sentir culpa por isso.

Era só jogar
Era só ter entrado no personagem
Era só ter ignorado quem você é e virado quem queríamos que você fosse

Fácil assim. Quem não aceitaria?

Eu.

Nem sempre depois da queda eu me levanto rápido,
muito pelo contrário,
eu demoro,
me arrasto,
me agarro ao que posso para me manter estável.
Eu me culpo,
procuro todos os meus erros e
analiso cada parte da história,
tento,
volto atrás.

Até me levantar de vez, entendendo que nem sempre o problema sou eu.
Mesmo que a voz na minha cabeça insista nessa narrativa apoiada pelas vozes de fora, que fazem um barulho alto. Muito alto.

Mas como diz a canção…
Eu volto mais forte do que uma tendência dos anos 90.

Posso não perceber isso, mas sempre mais forte.
Talvez um pouco mais triste,
um pouco mais machucada,
mais desconfiada, e às vezes, insegura.

Mas sempre mais forte.

Subestimam porque não entendem.
Não entendem porque não sabem nem quem são.
Quem dirá quem eu sou.


(c) Foto de Renda Eko Riyadi no Pexels

Ana Gabriela

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