escreve,  sobre a vida

Aquele com Friends e sobre eu ser fangirl

Tradução da imagem acima: “Tentar explicar coisas do fandom para gente que não tem nenhum é como explicar trigonometria para um cachorro. Só que o cachorro não vai te julgar por saber trigonometria.”


Eu sou uma Fangirl. Eu assumo isso, e quem me conhece sabe disso. Eu nasci pra ser fangirl, eu não sei gostar das coisas mais ou menos rs.

Com Friends não foi diferente. Vamos para a minha história com o seriado, lá em 2015 eu assisti How I Met Your Mother durante as minhas férias. Foram altas madrugadas chorando e dando risada, mas isso é história pra outro post.

#meta

A questão é: eu tava órfã de HIMYM e de um sitcom, o mais engraçado é que eu já havia desistido de outros por conta das risadas que colocam no meio da cena, mas eu aprendi a lidar com isso. Eu sabia das comparações que faziam de HIMYM e Friends, e sabendo que Friends estava no catálogo da Netflix (pois é, sdds HIMYM no catálogo) eu decidi tirar minhas próprias conclusões. E eu confesso, não gosto muito da primeira temporada de Friends. Eu sinto que algumas piadas são forçadas demais e o ritmo não é tão bom, mas mesmo assim eu permaneci.

@itsmonicageller

Da segunda temporada em diante eu tomei gosto e me apaixonei pelos personagens e pela vibe da série. E estamos em um relacionamento firme desde então.

Quase todo mundo que assiste Friends é do tipo “Terminei Friends, agora vou começar Friends”, eu não sou diferente. Já assisti inteira umas trocentas vezes desde então, teve uma época que eu dei um tempo porque não tava dando. Hoje em dia eu tô mais controlada, assisto antes de ir dormir.

Friends é aquela série conforto pra mim. Todo mundo tem algo que o conforta. Se eu tô triste eu assisto Friends, se eu tô feliz, eu assisto, se eu tô cansada do universo, eu não vou estar cansada de Friends. Não importa o meu humor, Friends me ajuda.

Um tempo atrás eu li um artigo no BuzzFeed, (você pode ler aqui), em que a autora fala sobre como Friends ajudava com a saúde mental dela. E é uma válvula de escape incrível. Querendo ou não, você se identifica com pelo menos um dos personagens, ou tem um pouco de cada um em si. E no seriado, apesar de ser um sitcom, eles passam por situações que a maior parte das pessoas na casa dos 20 passa.

Como acontece nas raras relações que duram duas décadas, “Friends” esteve lá para me confortar e consolar quando precisei. Obviamente não acho que os seis personagens são meus amigos, mas sempre pude contar com a companhia deles. E a cada vez que revi a série – enquanto passava da pré para a adolescência para a o começo da vida adulta para este momento prestes a fazer 30 anos – entendi mais algumas nuances sobre crescer que antes talvez passassem despercebidas.De alguma forma, “Friends” fez parte do meu amadurecimento – dos momentos bons, dos momentos de tédio, dos momentos tristes.

Frase do artigo

A frase que Monica fala pra Rachel – quando ela, uma garota mimada decide sair debaixo da asa e do dinheiro do pai – quebra seus cartões de crédito é real e uma das primeiras verdades que o seriado vai te entregar de um jeito cômico.

Bem vinda ao mundo real, é horrível. Você vai amar!

Um seriado da década de 90, ajuda uma garota 20+ anos depois a lidar com a vida dela. Isso é genial! E é por isso que até hoje Friends é uma das séries mais assistidas e amadas. E não adianta vir problematizar (com Friends virou moda) – poxa, é da década de 90 que a gente tá falando, você quer trazer coisas que foram desconstruídas anos depois pra uma série finalizada? Ninguém que assiste a série é burro, tem problemas sim, mas na época não eram e é óbvio que isso não vai ser trazido pra nossa realidade #desabafo – , reclamar do que quer que seja, isso é um fato. Friends é amada porque conecta o telespectador a ela.

E eu não tô falando que você deve parar de enfrentar as coisas da vida real e se esconder em um seriado, eu tô dizendo que tá tudo bem se de vez em quando você fizer isso. Não é fácil viver no mundo em que a gente vive. Tem dias que tudo o que eu quero é ficar deitada na minha cama com Friends na tela. Em outros eu assisto pra passar o tempo. E é isso, a vida é feita de momentos bons e ruins.

“Do jeito que eu vejo, toda vida é uma pilha de coisas boas e ruins. As coisas boas não vão sempre melhorar as coisas ruins. Mas vice versa, as coisas ruins não precisam piorar as coisas boas ou fazê-las não importantes.” Sdds do meu Doutor.

Eu também acho que minha conexão com Friends é tão boa porque assim como outros seriados – Doctor Who, HIMYM, House – chegaram numa hora em que eu REALMENTE precisava de alguém, mesmo que fosse fictício. A maior parte das pessoas (famosas tá) e outras coisas que eu gosto com muito mais intensidade que outras na vida vieram em fases complicadas da minha existência. São válvulas de escape pra mim, me ajudam a seguir em frente, junto de outras formas – tipo minha fé.

E eu sei que você aí provavelmente tem uma conexão com algo assim, é por isso que existem páginas dedicadas a tais, é por isso que existem os fandoms, os fãs. Tudo isso é conexão.

E sério, é bem frustrante pra mim quando eu falo sobre essas coisas e fazem aquela cara de “mas eles nem existem” ou “eles nem sabem que você existe” ou “ele já morreu”. Ou vem falar mal sobre comigo. Apenas me poupe rs. Eu me sinto incompreendida. É trágico. É o que tá na imagem no início desse post.

Mas olhando pelo lado bom, é bom demais quando vem conversar comigo sobre Friends, ou qualquer outra dessas pessoas e coisas que eu gosto. É até mais fácil pra eu me conectar com a conversa e com a pessoa. É quase que um abraço haha.

Senti vontade de escrever sobre isso, talvez porque eu precise que entendam esse lado meu pra entenderem quem eu sou… É bom demais fazer parte dessas comunidades.

Eu falando dos meus fandoms

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